logo

10 dicas para fazer a imobilização ortopédica

  • 135 Views

ortopedia, área da medicina que trata de problemas mecânicos ligados aos ossos e ligamentos

A ortopedia, área da medicina que trata de problemas mecânicos ligados aos ossos e ligamentos, como fraturas, lesões e luxações, emprega diversas técnicas nestes atendimentos para garantir o tratamento e recuperação da área afetada.

A imobilização ortopédica reúne estas técnicas. Certamente você já usou ou conhece alguém que teve que engessar a perna ou o braço, ou mesmo colocar uma tala.

Conhecer estes procedimentos e saber fazer uma tala caseira, ou imobilizar um membro, será de grande ajuda diante de um imprevisto. Afinal, acidentes, lesões e afins podem acontecer a qualquer momento, sem aviso. Nestes casos é fundamental saber o que fazer e como agir para evitar que o problema se agrave, além de garantir o atendimento médico o mais rápido possível.

Sempre que houver a suspeita de fratura ou qualquer outra lesão em um membro, é importante imobilizá-lo quanto antes. Ações precipitadas ou incorretas podem piorar a situação e agravar o trauma, enquanto vai ao pronto socorro.

Para evitar estes problemas, preparamos este artigo com as informações mais relevantes para fazer a imobilização ortopédica e conhecer os primeiros socorros nestas situações.

Boa leitura!

Imobilização ortopédica: para que serve e cuidados

Diante de uma lesão toma-se a decisão de imobilizar a área afetada. Isso serve para aliviar a dor, evitar maiores comprometimentos ao tecido e tratar a fratura, quando for o caso. A medida deve ser adotada sempre que suspeitar de uma fratura, observar inchaço na região, dificuldade de mover o membro etc., buscando sempre o atendimento médico.

O membro imobilizado deve ser tratado com cautela. A sensação de coceira é natural e acontece por conta do suor – a boa notícia é que ela pode ser aliviada.

No caso de estar com gesso ou tala, basta ventilar a área com um secador de cabelos no modo frio. Já se estiver com órtese, prefira tecidos de malha tubular ou meia, que podem ser trocados e higienizados todos os dias. É importante não tentar coçar a região com algum objeto, pois isso pode causar lesões na pele e desenvolver infecções secundárias.

Algumas situações podem indicar algo grave, por isso procure o médico se:

  • Continuar a sentir dores mesmo após o uso do analgésico;
  • Sentir formigamento nos dedos;
  • Sentir alteração na circulação dos dedos ou da temperatura;
  • Inchaço;
  • Gesso apertado;
  • Mau cheiro no local;
  • Gesso molhado ou quebrado;
  • Caso algo tenha sido colocado no gesso.

Tipos de imobilização ortopédica

O modelo ideal de imobilização ortopédica depende da necessidade. Cada uma tem uma finalidade específica que ajuda na recuperação da lesão, fratura, entre outros. Cabe ao ortopedista, após avaliar a situação e determinar qual será mais adequada.

Confira a seguir os tipos de imobilização ortopédica utilizadas:

Enfaixamento

  • Enfaixamento tipo bota ou suro podálico: indicado para limitar o movimento do tornozelo;
  • Enfaixamento inguinomaleolar ou Jones: limita os movimentos de extensão e flexão do joelho;
  • Enfaixamento para antebraço e punho ou antebraquiopalmar: proporciona repouso e limitação dos movimentos do punho;
  • Enfaixamento para cotovelo: limita os movimentos do cotovelo, exigindo o repouso;
  • Velpeau de crepom: imobilizador dos ombros;
  • Tipoia americana: recomendada para limitar os movimentos do ombro;
  • Tipoia simples: para repouso dos membros superiores;
  • Colar cervical: para torcicolos e inflamações na região.

Talas

  • Tala bota ou tala suro podálica: indicada para algumas fraturas e pós-cirúrgico, e casos de entorse e luxação;
  • Tala tubo ou tala inguinomaleolar: imobiliza o joelho, limitando os movimentos de flexão e extensão;
  • Tala inguino podálica: provisória para fraturas de tíbia e patela;
  • Tala hemipelvepodálica ou tala spica: imobilização de todo o fêmur até a cirurgia;
  • Tala luva ou antebraquiopalmar: restringe os movimentos do punho;
  • Tala luva englobando os dedos ou antebraquiomamual: contém os movimentos dos dedos e punho;
  • Tala braquial ou áxilo palmar: paralisa os movimentos do braço até acima do cotovelo;
  • Tala pinça de confeiteiro: para fraturas de úmero, imobiliza o local;
  • Férula metálica ou tala metálica: retém o movimento das falanges do dedo;
  • Imobilização com esparadrapo para dedo: também imobiliza as falanges do dedo, mas é usado nos pés.

Gesso

  • Bota gessada sem salto: para fraturas, luxações ou entorse de tornozelo, paralisa toda a região e restringe a locomoção ao auxílio de muletas, já que não pode tocar no chão;
  • Bota gessada com salto: a diferença para a anterior é a permissão de pisar no chão;
  • Sarmiento gessado ou PTB: para fratura de tíbia;
  • Tubo gessado ou inguino maleolar gessado: joelho fica impossibilitado de realizar movimentos de extensão e flexão;
  • Inguinopodálico gessado: aqui a restrição de movimento é para o joelho e tornozelo;
  • Luva gessada ou antebraquiopalmar gessado: sustém os movimentos do punho;
  • Luva gessada englobando os dedos ou antebraquiomamual: imobiliza todo o antebraço, inclusive as mãos, impedindo os movimentos das falanges dos dedos;
  • Braquial gessado ou áxilo palmar gessado: imobilização do punho até acima do cotovelo.

10 dicas para fazer a imobilização ortopédica

Enquanto medida de primeiros socorros, a imobilização ortopédica neste caso pode ser feita por qualquer um que tenha conhecimento e/ou treinamento adequado. É importante manejar a situação com cuidado para não agravar o problema.

Conheça10 dicas para fazer a imobilização ortopédica:

  • Mantenha o membro afetado em repouso, não tente movimentá-lo;
  • Nunca tente endireitar a fratura;
  • Comprima o local com gaze esterilizada ou pano limpo em caso de hemorragia;
  • Para imobilizar a área afetada, mantenha-a na posição em que está;
  • Faça uma tala no local;
  • Se não houver nenhum osso exposto, coloque uma tala de cada lado da fratura e enfaixe-a com uma ligadura do começo ao fim;
  • Caso se trate de uma fratura exposta o local não é coberto com a ligadura, a tala deve ser colocada atrás, com ligadura em cima e abaixo, deixando a área afetada visível;
  • Utilize gaze esterilizada ou pano limpo para cobrir a fratura exposta;
  • Tenha sempre talas insufláveis em sua maleta de primeiros socorros. Trata-se de capas de plástico de modelos diversos conforme o local de aplicação,
  • Faça uma ligadura improvida com a roupa, basta apoiar o membro sobre uma superfície estável e envolver o local com o tecido, fixando-o bem.

Gostou do conteúdo? Em nosso blog você encontrará mais textos como este. Acesse!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.