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Tumor cerebral: quais sintomas você deve estar atento?

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De acordo com dados do INCA, há a incidência de aproximadamente 11.090 novos casos de tumor cerebral por ano, sendo 5.870 em homens e 5.220 em mulheres. O sistema nervoso central é formado pelo cérebro e pela medula espinhal e os tumores nesta região devem-se ao aumento de células anormais nos tecidos destas localizações. Em 88% dos casos, os tumores no sistema nervoso central são no cérebro.

As causas do tumor cerebral ainda são alvo de muitos estudos, mas atualmente entende-se que a doença é causada por uma diversidade de fatores e alterações genéticas. Somam-se os fatores hereditários e também os adquiridos ao longo da vida, como por exemplo, a exposição à radiação ionizante. Outros fatores de risco são as deficiências do sistema imunológico, causadas pelo HIV ou medicamentos imunossupressores.

A seguir, conheça quais sintomas você deve estar atento para identificar a doença. Assim, é possível estar atento e consultar ajuda médica assim que detectados os primeiros sinais.

1. Dor de cabeça intensa e com alarmes

A dor de cabeça é um dos sintomas mais comuns do tumor cerebral. Contudo, não é qualquer dor de cabeça, ela precisa ter alarmes. Isso significa que é uma dor diferente das comuns. Ela pode aparecer como uma dor de cabeça nova, em pessoas que nunca tiveram esse tipo de condição antes. Pode também ser um tipo de dor mais intensa, com episódios maiores e dores em regiões diferentes do que costumava ter.

Pode ser também uma dor que começa mais leve e com o passar das semanas se torna mais intensa e insistente. Normalmente é uma dor fixa, ou seja, ela aparece sempre na mesma região. É um sinal de alerta para procurar ajuda profissional.

2. Crises convulsivas ou epilepsia

Quando um paciente nunca teve crises convulsivas ou não possui o diagnóstico de epilepsia, é preciso ter atenção. As crises convulsivas sempre são um sinal de alerta para procurar ajuda médica e, neste caso, podem sim indicar a existência de um tumor cerebral.

3. Perda de funções neurológicas

Como dito acima, o tumor cerebral se dá devido ao crescimento de células anormais nos tecidos cerebrais. Este crescimento anormal, com o passar do tempo, dependendo da região em que está localizado, causa a perda de funções neurológicas. Entre as perdas, as mais frequentes são:

  • Perda de força
  • Perda de tato
  • Visão embaçada ou prejudicada
  • Alterações na audição
  • Dificuldade na fala

Esses e outros sinais podem indicar um tumor cerebral, especialmente quando há a incidência de mais de uma das perdas indicadas acima.

4. Mudanças na personalidade

Alterações na personalidade também estão entre os sintomas de tumor cerebral. Podem ser notadas mudanças nos relacionamentos interpessoais e nas emoções do paciente com essa doença. Alterações como apatia, nervosismo, agressividade e agitação podem aparecer no quadro. Os sintomas podem ser confundidos com quadros de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais.

5. Dificuldade de concentração

A dificuldade de concentração está relacionada à perda das funções neurológicas. Dependendo da área cerebral atingida, pode comprometer a capacidade intelectual, incluindo dificuldade de compreensão, raciocínio, cálculo, leitura, escrita, entre outros. Também pode ocorrer a dificuldade em manter conversas e reconhecer pessoas.

Detecção precoce aumenta as chances de tratamento

A detecção precoce é a maneira mais efetiva de proporcionar o tratamento adequado. Quando a detecção é feita nos estágios iniciais, há uma maior probabilidade de o tumor apresentar um tamanho reduzido, o que potencializa as formas de tratamento.

O diagnóstico precoce é feito por meio da investigação dos sintomas, e quando necessários, exames laboratoriais e de imagem.

Contudo, segundo o INCA, não há evidências científicas de que o rastreamento de câncer no sistema nervoso central traga mais benefícios do que riscos e, portanto, não é recomendado. 

Na maioria dos casos, esses sintomas não indicam a presença de um tumor cerebral e podem estar relacionados a diversas outras doenças e condições. Contudo, eles devem ser investigados por um médico, especialmente se não melhoram com o tempo e se tornam mais intensos.

Como é feito o diagnóstico?

Os exames mais utilizados para o diagnóstico são a ressonância magnética e a tomografia computadorizada. Essa última, é feita de forma complementar à ressonância, caso sejam encontrados sinais durante o exame.

Há também a possibilidade de realizar a punção lombar, para avaliar a pressão intracraniana. Após a realização destes exames, é necessário realizar uma biópsia para avaliar o tecido e confirmar ou descartar a suspeita. Além de confirmar a suspeita, esse último exame serve para detectar o tipo de tumor e a localização exata.

Tratamento

O tratamento do câncer cerebral vai variar de acordo com o tipo e localização. Conforme avaliação médica para cada caso, são recomendados os seguintes tratamentos:

  • Cirurgia de retirada do tumor
  • Quimioterapia
  • Radioterapia
  • Em alguns casos, medicamentos para reduzir a pressão intracraniana.

O tipo de tratamento varia de acordo com o estágio da doença, tipo de tumor, localização, entre outros fatores, como a idade do paciente. Em alguns casos, todos os tratamentos são ministrados para conter a doença.

Quais são os tipos de tumor cerebral?

É de conhecimento geral que os tumores são divididos entre benignos e malignos, contudo, na região do sistema nervoso central, a classificação funciona de maneira diferente. Isso porque um tumor ainda que benigno, em uma região ruim, pode causar o impedimento da remoção do mesmo. Há regiões do cérebro em que uma remoção pode trazer danos graves e irreversíveis para o paciente.

Já um tumor maligno em uma região mais favorável à remoção, pode trazer maiores expectativas de tratamento. Há casos em que a cirurgia para a remoção do tumor, seja ele benigno ou maligno, pode ser feita com o paciente acordado!

Ainda não há evidências científicas sobre a prevenção do tumor cerebral, portanto, o diagnóstico precoce é a melhor alternativa para um tratamento eficaz.

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