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Dúvidas frequentes sobre a Trombose venosa profunda

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Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda não é uma doença comum: a estimativa da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular é que a prevalência seja de 60 casos para cada 100 mil habitantes. Mesmo assim, inspira cuidados e é importante conhecê-la.

Confira abaixo as principais perguntas sobre ela respondidas.

O que é trombose venosa profunda?

Essa doença se caracteriza pela formação de coágulos (também chamados de trombos) no interior de veias profundas. O mais comum é que isso aconteça em membros inferiores, especialmente na região da panturrilha.

A trombose venosa profunda é perigosa porque esse trombo pode se deslocar e viajar até outros órgãos, como os pulmões, por exemplo. Quando isso acontece, alguma artéria pode ser obstruída, impedindo a circulação do sangue e podendo levar a complicações. Dependendo do caso, a doença pode ser fatal!

No geral, quando falamos em trombose, ela pode ser profunda – conforme foi descrito acima – ou superficial. Nesse segundo tipo, o coágulo se forma dentro da veia varicosa de uma rede superficial.

O que causa esse quadro?

A principal razão que pode desencadear um episódio de trombose venosa profunda é a imobilidade dos membros por períodos prolongados. Isso acontece, por exemplo, em viagens longas, nas quais a pessoa permanece por muito tempo sentado. Também pode ocorrer em fases de recuperação pós-cirúrgica e em quadros de pessoas acamadas.

Embora menos frequente, a trombose também pode ser provocada por possíveis anormalidades no processo de coagulação sanguínea.

Quem é mais propenso a sofrer de trombose venosa profunda?

Os casos mais frequentes realmente são em pessoas que ficaram por muito tempo com os membros inferiores imobilizados. Porém, existem alguns fatores de risco que tornam o paciente mais propenso a desencadear esse quadro, como por exemplo:

  • Gestação e pós-parto;
  • Uso de anticoncepcionais;
  • Tabagismo;
  • Idade (pessoas acima de 40 anos são mais suscetíveis);
  • Diagnóstico de câncer;
  • Terapia hormonal;
  • Insuficiência cardíaca ou respiratória;
  • Obesidade;
  • Desidratação.

É possível prevenir?

Felizmente, algumas práticas ajudam a prevenir a trombose venosa profunda. Entre as principais, podemos destacar:

  • Manter o peso dentro dos padrões considerados adequados, já que a obesidade é um fator de risco;
  • Evitar o tabagismo;
  • Praticar exercícios físicos com constância;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Em longas viagens, procurar se levantar, esticar as pernas e caminhar de tempos em tempos;
  • Utilizar meias elásticas, que não prejudiquem a circulação sanguínea;
  • Procure usar roupas e calçados largos e confortáveis, evitando peças que possam obstruir a circulação do sangue;
  • Beba muita água sempre, para prevenir a desidratação;
  • Em casos de cirurgias, seguir as orientações da equipe médica para prevenir a formação de trombos durante a recuperação. Volte a caminhar assim que for possível.

Histórico familiar da doença também pode tornar a pessoa mais passível a desenvolvê-la. Portanto, nessas situações, precisa ficar ainda mais atenta aos hábitos de prevenção.

Quais são as complicações?

Quando o paciente não busca uma intervenção rápida, diversas complicações são possíveis. Uma delas, como já mencionado, é a possibilidade de que o trombo se encaminhe para o pulmão, causando um episódio de embolia pulmonar.

Mas mesmo que o coágulo não saia do lugar, a doença continua sendo perigosa: as veias profundas que foram acometidas pelo trombo podem ficar com cicatrizes capazes de comprometer toda a circulação sanguínea na região. Quando isso ocorre, a pessoa pode ter inchaços incômodos – especialmente ao final do dia – e até mesmo a formação de úlceras venosas.

Por isso, é essencial buscar atendimento médico na primeira suspeita, para receber o tratamento adequado.

Quais são os sintomas da trombose venosa profunda?

Os sintomas mais comuns e que sinalizam para uma possível trombose venosa profunda são:

  • Dor no local do trombo;
  • Coloração alterada na superfície da pele, que pode ficar azulada ou arroxeada;
  • Sensação de peso e/ou de queimação nas pernas;
  • Presença de edema (inchaço);
  • Rigidez no membro acometido e dificuldades para movimentá-lo.

Pode aparecer apenas um desses sinais, ou mais. O importante é que assim que a pessoa perceba algum desses indícios, seja direcionada para receber atendimento de emergência.

Quanto mais precoce for a intervenção, maiores as chances de sucesso! Também precisamos ressaltar que o paciente jamais deve se automedicar, porque isso pode piorar o seu estado – além de não resolvê-lo.

Como é feito o diagnóstico?

Afinal, como se confirma um episódio de trombose venosa profunda? Primeiramente, o médico vai analisar o relato dos sintomas apresentados pelo paciente e investigar os possíveis fatores de risco. Depois disso, o mais comum é solicitar exames de diagnóstico por imagem para ter a confirmação, como a ressonância magnética, por exemplo. Em algumas situações, também podem ser requeridos exames laboratoriais.

O mais importante é que todo esse processo, desde a suspeita até a confirmação do quadro, aconteça com a maior agilidade possível.

E o tratamento?

Uma vez confirmada a trombose venosa profunda, o maior objetivo é facilitar o processo de absorção do coágulo pelo próprio organismo, evitando que ele aumente de tamanho e que se desloque, causando um quadro de embolia pulmonar, por exemplo.

Para isso, o protocolo de intervenção normalmente se baseia no uso de medicamentos anticoagulantes. Além disso, também pode recomendar o uso de meias elásticas para compressão, assim como a administração de analgésicos para reduzir a dor.

Em casos mais graves, quando a circulação venosa já foi extensamente comprometida, pode ser necessária uma cirurgia. Mas isso realmente acontece na minoria das situações.

Também existem circunstâncias nas quais o paciente não pode receber anticoagulantes. Quando isso ocorre, outra possibilidade é utilizar um dispositivo que evita a embolia pulmonar, o filtro de veia cava. Ele serve para evitar que o coágulo chegue até os pulmões, caso se desprenda do seu local de origem.

Quando se trata de qualquer doença, o conhecimento é a melhor ferramenta para que o paciente saiba como proceder e, assim, manter a sua saúde a salvo.

Portanto, se você quer saber mais sobre como cuidar da sua saúde e qualidade de vida, não deixe de ler outros conteúdos exclusivos já publicados por aqui no Blog São Camilo Fortaleza!

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